sábado, 11 de maio de 2013

A QUINTA FORMA


Francisco Miguel de Moura*


Nunca almejei amor tão diferente
Das formas já pensadas pelos gregos
Filósofos e sábios - não labregos:
Pensei viver amor sem convenções.

Só queria a verdade, mas a mente,
No  olhar, no sorriso e na tristeza,
Na beleza do ser e na grandeza,
Não guarda vivamente os corações.

Só desejei viver o amor amante,
Corpo e alma gozar sem tradição,
Porém caí num fosso... Ai, breve instante!

Eis que a aventura trouxe-me um deserto:
Não rompi as correntes, não deu certo
Levar tão longe a grande aspiração. 

                      
_____________
 *Francisco Miguel de Moura é um poeta do mundo inteiro, justo por que
  poeta não tem pátria, sua casa é a imaginação: poetas têm sonhos e versos.

2 comentários:

Verinha Portella disse...

Me embalei em teus versos...
E num silencio absurdo
ouvi a voz de meu coração
que em um gemido angustiado
Clamou por minhas aspiraões...
Voar em uma nuvem alvacenta
Tocar de leve o azul do céu
Ver anjos travessos surrupiar
esse mesmo azul e derramar
sobre o mar ...onde ondas
prateadas me faziam
de ti lembrar...

CHIICO MIGUEL disse...

Amiga Verinha,

Isto me anima a continuar: um poema geando outro poema. É como se os corações falassem um para o outro.
É como se os sonhos ressuscitassem. Teu poema vale um grande poema,teu poema tem alegria, dor e sentimento.
Abraço, querida, de coração.
chico miguel de moura.

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