Francisco Miguel de Moura*
Se morri um pouco
Foi como todos se despem.
Se o dia se esvai em trevas,
Na ânsia que não soube
Conter para rir de qualquer
Nada – eu também o acompanho.
Precisava de beliscões
E recebi um. Que displicente!
E mesmo assim amei e me amo
Para dormir com o ontem
E acordar com o amanhã.
Amanhã, amanhã... E a manhã!
Eis que sorvo o nascer
Do tempo – e com isto me renasço.
As horas matinais têm cheiro
De útero. Noite é um desvio.
Que seja feliz como o caminho.
Se morri por segundos,
Como quem se despe na rua
Foi por engano.
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*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro, mora em Teresina, Piauí. E-mail: franciscomigueldemoura@superig.com.br
EDITORIAL
Completados 30 anos de fundação da Revista Cirandinha, Francisco Miguel de Moura vem de reeditá-la na feição online, para receber colaboração dos velhos amigos de antes e dos novos que desejem fazer parte deste blog, cuja finalidade não é outra senão a divulgação da literatura e dos seus cultores, bem como a apreciação crítica dessa rica literatura que vai surgindo.
Segunda-feira, 13 de Julho de 2009
CURT (indo) O TEMPO
Quinta-feira, 9 de Julho de 2009
R. LEONTINO FILHO - A GEOMETRIA DO FRAGMENTO
RESENHA*
São Paulo, 2008, 119 páginas).
Trata-se de um trabalho de fôlego da pena do poeta R.Leontino Filho, professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, mas nascido cearense. Além de mestre da literatura, o autor é poeta e crítico literário, desenvolvendo grande atividade em jornais e revistas, principalmente do Nordeste.
Escreve com a maestria de um poeta e a sabedoria de um doutor no assunto, com seriedade e embasamento teórico-filosófico. São dezenove trabalhos que honram a nossa crítica e teoria literária, quer pelo estilo – digamos que bem original – quer pelo valor das informações e dos incentivos com que remete o leitor à obra citada. O último trabalho, a meu ver, não trata de um autor ou livro específico: faz uma análise em profundidade da lingüística, da filosofia e do fazer literário, com ênfase no sujeito, como bem anuncia: “A linguagem do espelho: o autor em questão”. A obra geral é magnífica, sobressaindo o ensaio que fecha o livro com exemplos de poemas de Foed Castro Chamma, realmente um dos grandes poetas brasileiros contemporâneos.
Se fôssemos julgar estudo por estudo, diríamos que o final é uma chave de ouro do livro. Devem ser mencionados, também pela excelência, dois outros: “Dispersão: um livro, um poeta, um destino”, sobre o poeta e a poesia de Edson Guedes de Morais, e “No caminho, a metáfora do gozo insólito”, sobre R. Roldan-Roldan e seu fazer artístico. Sobre alguns autores há mais de um trabalho no livro, porém toda a ênfase fica com R.Roldan-Roldan, digamos que seja este o que mais o influenciou.
Autores contemplados no trabalho, além dos dois que já citamos: Jorge Tufic, Raimundo Herculano Moura, Ascendino Leite, Demétrio Vieira Diniz, Carlos Gildemar Pontes (poesia e ensaio), Tanussi Cardoso, Zeilton Alves Feitosa e Francisco Miguel de Moura.
É o livro mais completo de ensaios sobre poetas e poesia que li nos últimos tempos, principalmente sobre poetas contemporâneos como é o caso.
“A Geometria do Fragmento” é obra para durar muito, o que raramente acontece com livros dessa natureza.
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*Resenha escrita por Francisco Miguel de Moura, brasileiro,
residente em Teresina - Piaui
Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
POESIA - FLORBELA ESPANCA*
SELEÇÃO DE SONETOS
E
ORGANIZAÇÃO DA BIOGRAFIA
Francisco Miguel de Moura
Poeta brasileiro
I
EU
Eu sou a que no mundo anda perdida
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida.
Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber por quê...
Sou talvez a visão que alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou.
II
AMIGA
Deixa-me ser a tua amiga, Amor;
A tua amiga só, já que não queres
Que pelo teu amor seja a melhor
A mais triste de todas as mulheres.
Que só, de ti, me venha mágoa e dor
O que me importa a mim?! O que quiseres
É sempre um sonho bom! Seja o que for
Bendito sejas tu por m’o dizeres!
Beija-me as mãos, Amor, devagarinho...
Como se os dois nascêssemos irmãos,
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...
Beija-mas bem!... Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei pra minha boca...!
III
SILÊNCIO...!
No fadário que é meu, neste penar,
Noite alta, noite escura, noite morta,
Sou o vento que geme e quer entrar,
Sou o vento que vai bater-te à porta...
Vivo longe de ti, mas que me importa?
Se eu já não vivo em mim! Ando a vaguear
Em roda à tua casa, a procurar
Beber-te a voz, apaixonada, absorta!
Estou junto de ti e não me vês...
Quantas vezes no livro que tu lês
Meu olhar se poisou e se perdeu!
Trago-te como um filho nos meus braços!
E na tua casa... Escuta!... Uns leves passos...
Silêncio, meu Amor!... Abre! Sou eu!...
IV
O MAIOR BEM
Este querer-te bem sem me quereres,
Este sofrer por ti constantemente
Andar atrás de ti sem tu me veres
Faria piedade a toda a gente.
Mesmo a beijar-me a tua boca mente...
Quantos sangrentos beijos de mulheres
Poisa na minha a tua boca ardente,
E quanto engano nos seus vãos dizeres!...
Mas que me importa a mim que me não queiras.
Se esta pena, esta dor, estas canseiras,
Este mísero pungir, árduo e profundo
Do teu frio desamor, dos teus desdéns,
E, na vida, o mais alto dos meus bens?
É tudo quanto eu tenho neste mundo?
V
OS MEUS VERSOS
Rasga esses versos que eu te fiz, Amor!
Deita-os ao nada, ao pó ao esquecimento,
Que a cinza os cubra, que os arraste o vento,
Que a tempestade os leve aonde for!
Rasga-os na mente, se os souberes de cor,
Que volte ao nada o nada dum momento.
Julguei-me grande pelo sentimento,
E pelo orgulho ainda sou maior...!
Tanto verso já disse o que eu sonhei!
Tantos penaram já o que eu penei!
Asas que passam, todo o mundo as sente...
Rasga os meus versos... Pobre endoidecida!
Como se um grande amor cá nesta vida
Não fosse o mesmo amor de toda a gente...!
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*FLORBELA ESPANCA nasceu aos 8-12-1894, em Vila Viçosa. Fez o Liceu em Évora e a Faculdade de Direito em Lisboa. Em 1919, publica “Livro de Mágoas”. Em 1923, “Livro de Sóror Saudade”. Em dezembro de 1930, morre e é enterrada em Matozinhos. Em 1931, saem dois de seus livros: em janeiro, “Charneca em Flor”; em dezembro, “Máscaras do Destino”, contos. “Sonetos Completos” inclui um livro póstumo, “Reliquiae”, organizado por Guido Battelli. Sai em 1934 pela Livraria Gonçalves. Essa reunião é que, afinal, consagrou Florbela, tornou-a conhecida. A partir da quarta edição, em 1936, com um estudo de José Régio, extremamente importante para o conhecimento e a consagração da poetisa. Em 1954, seus restos mortais são transladados para Vila Viçosa, terra-berço. Aparentemente é uma poesia de difícil classificação. Modernista pela época em que produziu seus poemas e romântica, pois é toda uma forte expressão do eu, não necessariamente um eu histórico. E é clássica pelo primor na execução do soneto, chegando à altura dos maiores da língua. Singularidade: Explora os mais inusitados recursos sonoros. A poesia de Florbela Espanca inscreve-se mais precisamente na tradição lírica portuguesa do amor inatingível em sua plenitude. Ocorre com a Autora algo semelhante ao que acontece com o magno Camões, onde prepondera o ideal do amor fadado à insatisfação. Florbela Espanca é “... da linhagem dos grandes torturados da época do Simbolismo (Antônio Nobre, Camilo Pessanha, Sá Carneiro). Aparece tardiamente, pois na altura de 1920, chegava ao fim a geração a que se filiaria. Só depois de sua morte começou a crítica mais autorizada (Jorge de Sena, José Régio) a valorizá-la como um das maiores figuras da poesia portuguesa.”.
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
A MEDICINA E A LITERATURA
Francisco Miguel de Moura*
Escritor
Sou um leigo em matéria de ciência e principalmente da medicina. Mesmo nas chamadas ciências contábeis, em cujas matérias me formei antes de adquirir a Licenciatura Plena em Letras (Língua e Literatura), não tenho grandes conhecimentos. Mas sou um bom observador e leitor contumaz de tudo que trata sobre o avanço da medicina regenerativa. Não porque sou idoso, pois os jovens atletas e muitas outras pessoas podem necessitar de tratamento com células-tronco tão logo isto venha a ser uma realidade palpável. Assim, tendo lido no jornal “Correio Brasiliense” de 19 de junho de 2009, uma nova descoberta em relação às células-tranco – trago um resumo da mesma. Foi por acaso que descobriram, segundo declarações da cientista Tatiana Jazedje, do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP) e principal autora da pesquisa, que as trompas de Falópio (tubas uterinas) – canais que ligam o útero aos ovários – são reservatório de células-tronco. E, além do mais, a pesquisa conseguiu diferenciá-las em músculo, gordura, osso e cartilagem.
Lembrando que “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, enunciado de Lavoisier jamais contestado, durante tantos anos, fiz a minha adaptação para o caso: “da mulher nada se perde, tudo se transforma”, após aquele anúncio científico sobre as células-tronco nas trompas de Falópio, normalmente jogadas no lixo dos hospitais, depois das cirurgias. Os cientistas, inclusive o Dr. Paulo Perin, Diretor da Divisão de Medicina Reprodutiva Humana e coautor da pesquisa, garante que “a identificação de células-tronco no útero e no sangue menstrual levou a equipe a imaginar que as trompas também pudessem fornecê-las. Separamos os fragmentos de seis tubas uterinas das pacientes que se submeteram à laqueadura e à retirada das trompas. Então, identificamos essas células e as cultivamos, para verificar a expansão de sua disseminação em cultura. (...) A multiplicação dessas células foi tão intensa que temos um enorme estoque de células-tronco”, comemora Perin.
Observo, por outro lado, que a medicina e a literatura são as duas formas mais eficientes do conhecimento para a humanização do homem. Não sei se estou levando esta identificação tão longe. O fato de a ciência não ter encontrado ainda remédio para todos os males significa apenas que ela não é divina, mas humana. A literatura também não encontra remédio pra nada, mas quando se está doente, atormentado, ela chega, e produz seus efeitos psicológicos ou não. Vem e traz consolação, a palavra, o refúgio, a esperança, a conformidade. Há um real entrelaçamento entre saúde do corpo e saúde da alma, e a linguagem e a comunicação exercem um enor
me papel. Concluindo, fica uma pergunta aqui: Por que há tantos médicos que deixaram a profissão para dedicar-se à escritura e tantos escritores resolvem estudar depois, para exercer a medicina?*Ogai Mori - O mais importante médico e literato japonês do século XIX, nascido em Tsuwano, e cujo nome real era Rintaro Mori. Graduado médico na Universidade de Tóquio, estudou na Alemanha como médico militar (1884-1888). Sua obra caracterizou-se pela preocupação em misturar medicina e literatura japonesas e européias sem prejuízos das raízes tradicionais. Faleceu em Tóquio e The Dancing Girl (1890) e The Wild Goose (1911-1913) são suas publicações mais conhecidas. ( Veja foto acima).
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*Francisco Miguel de Moura (autor deste artigo) – Escritor brasileiro, membro da Academia Piauiense de Letras e de outras instituições congêneres, além de sócio da União Brasileira de Escritores - São Paulo e da Associação Internacional de Escritores e Artistas (IWA), com sede nos Estados Unidos. Mora em Teresina - Piauí. E-mail: franciscomigueldemoura@superig.com.br
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
EMANUEL MEDEIROS VIEIRA - ESCRITOR

VIAGEM CULTURAL A PORTUGAL Dias 21 de junho a 1º de Julho de 2009
A viagem foi organizada pelo editor Victor Alegria – português de nascimento, mas radicado no Brasil –, proprietário da Thesaurus Editora, e começará no Porto, percorrerá várias cidades portuguesas, e terminará em Lisboa, onde a “comitiva cultural” ficará durante 4 dias.
Emanuel foi convidado a proferir palestras em colégios, universidades, entidades culturais, consulados, e na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O objetivo é fazer um intercâmbio cultural, levando livros e a palavra de alguns escritores que fazem a literatura brasileira de hoje.
O autor “ilhéu-candango” (como se intitula) deverá falar sobre a atual literatura brasileira, e também sobre outros temas, meditando sobre nossas raízes açorianas, além de discutir as razões da distância cultural que nos separa dos lusitanos.
Que outras viagens semelhantes sejam organizadas por editores que querem ver a literatura e a cultura brasileira de modo geral crescerem, com a participação de escritores deste Brasil imenso. Portugal é um rico tesouro de tradições e nós temos o novo para lhes mostrar, em livros e palestras como a que se realizará agora. Parabéns ao Editor Victor Alegria e a sua editora, a Thesaurus, de Brasília.
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*Notícia recebida por e-mail de 15.6.2009 – Brasília - DF
Quarta-feira, 10 de Junho de 2009
TESTEMUNHO - ESCLARECIMENTOS
Versão e tradução, por quê? Vamos começar referindo os termos “língua de saída” e “língua de entrada”. Eles indicam a transferência (tradução ou versão) de um texto para língua diversa daquela em que foi originalmente escrita. Há os que dizem que versão e tradução são uma e a mesma coisa: – Chamam “versão” de “tradução” e vice-versa, mas nunca experimentaram fazer as duas coisas – pegar um texto em espanhol e traduzi-lo em português, nossa língua, ou, ao contrário, pegar um texto originariamente escrito em português e vertê-lo ao espanhol, francês ou inglês.
Há anos traduzo do espanhol, do francês e do inglês, principalmente os poemas que gosto. Leio uma, duas, três vezes e começo a escrever a tradução. Dicionário e gramática daquela língua ao lado. Observo a estrutura do poema quanto ao número de sílabas dos versos, o número de versos das estrofes, as rimas, depois, é claro, de estar a par do conteúdo, embora nunca nos seus mínimos detalhes. Esta é que é a dificuldade da poesia: nos detalhes, no particular está a arte, não só nas generalidades. Para a tradução, há muitos empecilhos, tropeços, verdadeiras
armadilhas
Leio, numa obra enviada pela amiga Vera Lúcia de Oliveira, brasileira que mora na Itália, poetisa que sabe falar bem o italiano, a seguinte afirmação: “As versões em italiano são da própria autora”. Trata-se de Pedaços/Pezzi, composto de poemas bilíngües, português/italiano, cuja versão teve a supervisão da Profa. Luciana Stegagno Picchio e de outros professores que leram com paciência os originais.
Assim, não me restam dúvidas de que “tradução (e mais ainda a versão) é traição”, como dizem os italianos. Mas, se essa “traição” resulta num belo objeto, em tudo parecido com o original, vale a pena. Quem costuma fazer versões são os professores de língua, não os poetas. Por isto são mais transliteração que transcriação. Nem sempre, ou quase nunca, saem uma peça de arte, especialmente se poemas de forma fixa como o soneto e a espinela, duas espécies exemplificadas na obra Testemunho.
Creio que estou certo quando digo que a tradução propriamente dita – sendo uma transcriação – dispensa que o tradutor saiba falar e escrever a língua de saída; exige, entretanto, que saiba lê-la, conheça sua gramática (estrutura) e principalmente muita sapiência da língua de chegada. Com relação à versão, o versor (ou vertedor) deve saber bem as duas línguas, a de saída e a de entrada – ler, falar e escrever.
A edição deste livro, além de outros propósitos, pretende mostrar essa diferença com a leitura de versões e traduções ao lado do respectivo original, salvo nas partes terceira e quarta, do que me penitencio por ter perdido os originais que têm por base.
Esperando que meu livro Testemunho produza ações como leituras, crítica
s e elogios se merecidos, apresentarei brevemente o seu prefaciador, poeta talentoso e tradutor de fama, Anderson Braga Horta, que reside em Brasília, também um expert no assunto tradução de poesia._____________________
* Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro, com o livro "Testemunho - versões e traduções" ainda em preparo, fez a apresentação acima como explicações necessárias sobre o fenômeno "tradução" e "versão", ainda tão mal explicado pelos críticos de literatura e de tradução, se é que existe essa categoria de críticos.
E-mail: franciscomigueldemoura@superig.com.br
Domingo, 24 de Maio de 2009
AMOR, SEMPRE AMOR (1)

Francisco Miguel de Moura*
Eras tu a mais linda da cidade.
E eu cheguei, um matuto impertinente,
apelidado até de inteligente
por colegas, amigos na verdade.
Teus sorrisos me enchiam de vaidade
e àqueles que te tinham de inocente,
e a mim me enfeitiçaram de repente,
como ninguém calcula. Ninguém há de
saber o que lutei para ganhar-te,
para querer-me ali, e em qualquer parte,
e, enfim, nos enlaçarmos com ardor.
Fogo em que conservamos, te asseguro,
a minha felicidade e o teu futuro
para viver tão puro e santo amor.
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*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro, mora em Teresina, PI
AMOR, SEMPRE AMOR (2)

Francisco Miguel de Moura*
Mudam-se tempos, vidas e pesares,
mas, como outrora, a amar continuaremos.
Amo-te mais, não queiras nem saber,
amas-me mais, agora como sempre.
Se outrora caminhamos de mãos dadas,
era o medo do mundo e suas garras.
Já hoje nos soltamos pra andar juntos,
pra mais amar, que o nosso amor se aclara.
Teu corpo de menina e de mulher
Que tanto outrora já me deu ciúmes,
Hoje é prazer e graça como nunca.
Sendo eu feio, invulgar, e tu, tão bela
formamos lindo par por toda a vida
e abraçaremos outras se inda houver.
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*Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro, mora em Teresina.
Terça-feira, 19 de Maio de 2009
NOTÍCIA - CULTURA - LEI A TITO FILHO*

FUNDAÇÃO MONS. CHAVES
Divulgação da lista de projetos aprovados
18/5/2009 12:57:23
Na manhã desta segunda-feira, em solenidade reunindo artistas, membros do Conselho Municipal de Cultura e o prefeito Silvio Mendes, foram divulgados os 31 projetos que serão contemplados pela Lei A. Tito Filho, Edital 2008/2009. A divulgação aconteceu no auditório da Casa da Cultura.
No edital 2008/2009, foram inscritos 170 projetos, sendo que 31 foram aprovados, sendo 13 na categoria Literatura, dois em Teatro e dois em Dança, dois em Artes Plásticas, um de cinema e 11 em Música. “Tivemos um aumento na quantidade com relação ao ano passado, em que tivemos 26. Isso mostra que a Lei A. Tito Filho está atendendo cada vez mais artistas”, frisa Magda Hlanne, secretária do Conselho Municipal de Cultura.
Segundo o presidente do Conselho, Nelson Nery Costa, na próxima edição, algumas novidades estão sendo estudadas, como um novo aumento nos investimentos, que hoje chegam a R$ 500 mil. “Além disso, estamos trabalhando para ampliar o Conselho Municipal de Cultura e criar atribuições relacionadas ao patrimônio histórico e outras políticas culturais, já que atualmente somos voltados basicamente para a Lei”, destaca.
A Lei A. Tito Filho (Lei nº 2.194) foi criada em 1993 e já possibilitou o financiamento de cerca de 180 projetos em várias áreas, o que tem contribuído para incrementar o cenário cultural da cidade. O incentivo fiscal às empresas dá-se com o ressarcimento total, pela Prefeitura de Teresina, através de desconto de ISS e IPTU (ou seja, 100% do valor investido no limite de 20% do imposto devido). O artista entrega seu projeto à Secretaria da Lei que o repassa ao Conselho Municipal de Cultura, para apreciação e posterior aprovação nas diversas áreas.
A Lei recebeu esse nome em homenagem ao Professor Arimatéa Tito Filho, escritor, que foi membro da Academia Piauiense de Letras e grande incentivador da produção e valorização da cultura teresinense.
O Menino Quase Perdido - Literatura - Francisco Miguel de Moura
Aprendendo com a Poesia - Literatura- Manoela Gomes dos Santos
Cabeça de Cuia em Quadrinhos- Literatura- Edinaldo Ferreira de Carvalho
Capoeira e Práxis Social- Literatura (Pesquisa)-Paulo Cesar Valadares Carvalho
História do Teatro Piauiense- Literatura- Francisco Ací Gomes Campelo
As Crianças Contam Histórias- Literatura- Diógenes Buenos Aires de Carvalho
Um Volume Um- Literatura- João Pereira dos Santos Neto
Entre Dois Mundos- Literatura- Joaquim R. M. Sobrinho
Um Sotaque de Boi Piauiense- Literatura (Folclore)- Gilvan Sousa Santos
Balada Suburbana- Literatura- Eduardo Prazeres Fonseca
M3 Mulher, Mãe, Moderna - Literatura- Elizangela C. C. Noronha
Controle da Constitucionalidade - Literatura - Esdras Avelino Leitão Junior
Onde Humano- Literatura- Luis Francisco de Oliveira
Senhor rei, Senhora Rainha- Teatro- Grupo Raízes de Teatro
Deu a Louca na Doméstica- Teatro- Norma Sueli Guimarães Rocha
Estudo sobre o Corpo 0224- Dança- Valdemar dos Santos Carvalho
Por um Adeus- Dança- Kleommerny Santana de Carvalho
Gravuras Piauienses- Artes Plásticas- Gabriel Archanjo do E. Santo Neto
Negros trabalhadores- Artes Plásticas - Francisco Ferreira dos Santos Filho
Depois de Nós- Cinema- Dalson Carvalho
Urubu Malandro- Música- Pedro Bem Santos Bezerra
Pérolas- Música- Rosangela de Fátima Amorim
A Arte do Mestre Beija- Música- Benjamin Araújo Neto
Canto do Gueto- Música- George Salazar
Som D’Arquitetura- Música- Júlio Cesar Medeiros Costa
Uma Canção de Rima Faz Vibrar o Coração- Música- José de Moura e Silva
Cantador de Feira- Música- Luis de Sousa Santos
A Marcha do Camelo- Música- Antônio Galvão
O Piauí Cantando História- Música- Antônio Vagner R. Lima
Um Toque de Nobreza- Música- Anderson Vasconcelos da Nóbrega
CD Virna Lisi Canta Todos Os Santos- Música- Virna Lisi da Cruz Santos
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*Notícia copiada no sítio da FUNDAÇÃO CULTURAL MONSENHOR CHAVES, Teresina, Piauí: http://www.fcmc.pi.gov.br/
Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
VOLVER
Imagem do filme "Volver"
por que maldizer quem
nem-nem
olha o outro lado
e vai-vai
no seu desdém?
deixo que o mundo sorria
e caminhe para o desastre
do fim
é fútil ser um mau-mau
e desaparecer atrás de si
sem outra nota musical
quando sumo da esquerda
volvo a nenhum lado
sem perda de verbo
nem falta de mim.
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*Francisco Miguel de Moura, poeta e prosador brasileiro, mora em Teresina, PIAUÍ. E-mail: franciscomigueldemoura@superig.com.br











