sexta-feira, 16 de novembro de 2018

IDEOLOGIA DE GÊNEROS, O QUE É ISTO? - Francisco Miguel de Moura



 Francisco Miguel de Moura,
Escritor,Membro da Academia Piauiense de Letras

            Quando li a manchete no jornal, fiquei assustado: ‘O xente!’ Ideologia de gênios? Mas gênios não têm ideologias. A ideologia de gênios está somente na observação seja da natureza, seja do já criado pelo homem, para daí descobrir coisas novas e interessantes para o homem na terra e a prosperidade da sociedade que compartilha.
            Mas, não! Havia me enganado. Perdão, leitores! O que estava escrito era “IDEOLOGIA DE GÊNEROS”, uma tal de modernidade que não tem valor científico nenhum. Não serve à humanidade.  Trata-se de ensinar na escola pública (e se puder também estender para a particular) a ideia estúpida de que não nascemos menino ou menina, nascemos como se não houvesse sexo, o que não é verdadeiro nem científico: é uma criação maléfica, nua e crua. Dizer que é uma estupidez de quem prega isto e ainda estende para a sociedade, o estado, é mais do que absurdo: é uma aberração.
            A “feminista” Glória Steinen queixa-se da “falsa divisão da natureza humana em feminino e masculino” (sic). E a escritora francesa Simone de Beauvoir pensou a gravidez como “limitadora da autonomia feminina, porque, alegadamente, a gravidez cria laços biológicos entre a mulher e as crianças e por isso, cria o papel de gênero”.  Mas esse pensamento já deriva do anterior, de seu (marido?), o filósofo Jean-Paul Sartre, que pregava, diferente dos filósofos da época, mesmo os existencialistas Albert Camus e o próprio criador inconsciente do existencialismo, Dostoiévsky, o grande romancista russo, inigualável até agora, no mundo.  Para fim de conversa, o filósofo atual, Augusto Cury, de todos nós conhecidos, contesta a filosofia de Sartre, pois acha “ingênua e romântica”.
            Agora ouçamos a socióloga alemã Gabriele Kuby, sobre a Ideologia de Gênero: “É a mais radical rebelião contra Deus que é possível. O ser humano não aceita que é criado homem e mulher, por isto a tal ideologia é a mais radical contra a Natureza, contra a Razão, contra a Ciência! É a perversão final do individualismo: rouba ao ser humano o que lhe resta da sua identidade, ou seja, o de ser homem ou mulher, depois de se ter perdido a fé, a família e a nação”. (..) É uma ideologia diabólica: embora toda a gente tenha uma noção intuitiva de que se trata de uma mentira, a Ideologia de Gênero pode capturar o senso-comum e tornar-se uma ideologia dominante no nosso tempo”. Que Deus nos livre a todos!
            Todas essas ideologiazinhas que são importadas pelos países colonizados e pobres como o Brasil, os quais não conseguem sair do populismo e – que dá no anarquismo e socialismo et caterva, quando não num comunismo de pobres como o dos países africanos, asiáticos e americanos – vide Cuba – de onde há muito tempo já desapareceram porque eram falsas, criadas por gente que sofrera numa guerra ou noutra, num deportação ou noutra – e, por acaso, foram tornando-se escritores e filósofos.  Todos e todas – aqui, sim, vale o pleonasmo – já desapareceram no mapa do saber contemporâneo, todo baseado na pesquisa e na observação, do mundo e dos mundos.
            A dita ideologia de gêneros, ao que parece, foi trazida por anarquistas e comunistas de países que progrediram para a democracia, e já não suportam mais tanta idiotice, como França, Alemanha, Inglaterra, Suécia, entre outros. Também, ao que me parece não existe no Japão e na China, que já consideramos o espelho de desenvolvimento e capacidade de progredir sem agredir nem vizinhos, nem sua própria sociedade.   É um desejo desses maus ideólogos para acomodar aqueles que não são regulamente nem machos nem fêmeas, formando assim um terceiro sexo.  A ciência até hoje não conseguiu uma explicação genética para esses transtornos sexuais, como para muitos outros de outra natureza. Porque, por mais que se queira dizer diferente – sexo vem da cabeça, assim quaisquer manifestações do corpo humano. Então o que se pode dizer é que nada que for ideado por ideologias será verdadeiro, se não for aprovado pela ciência. Vivemos a era das ciências. As ideologias   passaram.
            Alguém pode levantar-se e dizer que já na Grécia e em Roma existia um terceiro sexo. Mas é fato que aquelas civilizações faleceram, caíram de podres pela decomposição moral dos seus dirigentes e da plebe – que não tinha outro caminho.
            Se temos que acreditar em mais alguma coisa – e temos certamente – apelamos para a história, quanto mais antiga melhor. A principal é a da criação do mundo, descrito por Moisés, nos seus sonhos reunidos em cinco livros da Bíblia – o Pentateuco. Segundo essa história sagrada, jamais contestada totalmente, Deus resolveu criar o Homem como “sua imagem e semelhança”. E o fez. Depois, sentindo que ele estava só e triste, criou a mulher, Eva, entregando ao casal o Éden, o paraíso aqui na terra. E disse que tomassem conta e produzissem filhos e filhas.  Não consta que dessa família tenha saído algum anômalo sexualmente, ou seja, diferente dos demais.
            Em dezembro de 2012, o Papa Bento VI referiu, num discurso à Cúria Romana, que o uso do termo “gênero” pressupõe, o seguinte: “As pessoas que promovem essa ideologia de gênero colocam em causa a ideia segundo a qual têm uma natureza que lhe é dada pela identidade corporal que serve como elemento definidor do ser humano. Elas negam a sua natureza e decidem que não é algo que lhes foi previamente dado, mas antes que é algo que eles próprios podem construir (…) A Ideologia de Gênero é uma moda muito negativa para a Humanidade, embora se disfarce com bons sentimentos e em nome de um alegado progresso, alegados direitos, ou em um alegado humanismo”. Mas a Igreja Católica reafirma a sua concordância em relação à dignidade e à beleza do casamento como uma expressão da aliança fiel e generosa entre uma mulher e um homem: “RECUSA E REFUTA AS FILOSOFIAS DE GÊNERO, PORQUE A RECIPROCIDADE ENTRE O HOMEM E A MULHER É A EXPRESSÃO DA BELEZA DA NATUREZA PRETENDIDA PELO CRIADOR”.  
            Na nossa humildade, acreditamos que tal ideologia, enfraquece a mulher.  Em suma, lembrando do que já disseram os antigos: “Quando o homem quiser saber mais do que Deus, o mundo deve estar no fim”. É o Apocalipse.
_______________________________        
P. S. - Este artigo foi censurado pelo jornal O Dia, de Teresina, PI, onde eu vinha publicando matéria, todas a semanas, aos sábados. AQUI, POIS, ENCERRA MINHA PRODUÇÃO PARA AQUELE JORNAL, visto que sou favorável ao direito da palavra, em toda a sua extensão.


terça-feira, 13 de novembro de 2018

ALGUNS POEMAS DE ELMAR CARVALHO (I)


Elmar Carvalho*

O BÚZIO 

 o búzio
- pequeno castelo
ou gótica catedral –
sobre a mesa avança
envolto em ondas e vendaval

anda ondulante
onda cavalgante
onda ante onda

atraído pelo chamado
do mar avança
chamado que carrega
nas espirais e labirintos
de sua concha côncava

avança e
lança sobre mim
a tessitura exata
de sua arquitetura
abstrata e surreal

avança unicórnio lendário
protuberante
rinoceronte bizarro
surfista extravagante
em forma de chapéu

lentamente
avança co-movido
pelo chamado das ondas
que em si encerra
em seu ventre vazio
onde o vento em voluteios
é a própria voz do mar

oh, búzio caprichoso
como as curvas e volutas
de um corpo de mulher... 




METAPOEMA

As meadas e as palavras
são labirintos e teias.
Nelas os poetas se elevam;
nelas as moscas se enleiam
e se debatem em vão.
Os poetas são.
As moscas, não. 

ENIGMA 

entre o som 
         o sono 
         o sonho 
         a sombra e a sobra 
        eu me decomponho
            em escombros
em farpas e agulhas
      escarpas e fagulhas
      desfeito enfim
      em fogos de artifício
      feito estrelas de mim
esfinge autoantropofágica que
não se decifrou e que a si
mesma se devorou 

INSÔNIA

No silêncio abissal
da noite estagnada
a engrenagem pesada
do tempo se desenrola
e desaba sobre mim.


As botas cadenciadas
das horas marcham
 - lentas lesmas –
marcham infinitamente
na noite sem fim...




NOTURNO EM DOR MAIOR

na noite ca’lad(r)a
um cão ladra
sem resposta
um galo canta
sem o eco doutro galo
um vaga-
lume vaga
sem lume
vaga- rosa/mente
demente
na noite vaga
uma ave
noctívaga
navega na vaga
do m’ar sem movimentos
nos cata-ventos
       sem ventos
e de mirantes
       sem mira/gens
a morte espreita
nos olhos vidrados
do enforcado. 

EGOCENTRISMO

       espirrei
na réstia de luz
da janela de meu quarto
e fiz surgir um
            arco-íris
            arco-do-triunfo
sob o qual
napoleonicamente passei
sobre o qual caminhei
em busca do
          velocino de ouro
coroado com o
          l’ouro
de minha própria
.alquimia. 



GRAN FINALE

Desmanchei
com minhas mãos
que os criara
os deuses em que cria.
Desfiz a imagem que fizera
da mulher amada.
Perdi a fé em tudo
como quem nada perde.
Depois
gritei, berrei,
chorei gargalhando
e resolvi ficar louco.
Depois de doido
resolvi tentar a sorte
          sal-
                tan-
                      do de cabeça
do alto do arranha-céu. 
_________________
* Poeta e prosador piauiense, membro da Academia Piauiense de Letras.
                      N.B. - Esta edição foi autorizada pelo Autor.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Entrevista para a seção "Ping Pong", do Jornal Meio Norte


Lucrécio Arrais - entrevistador 
Francisco Miguel de Moura - entrevistado

LA - O que lhe motiva a escrever? 
FMM - A beleza e a verdade: a primeira porque não sei fazer outra arte,
senão a de escrever: a segunda, porque só me sinto bem dizendo a verdade 
sobre mim, sobre você, sobre o mundo que me rodeia. Toda verdade per-
te do sujeito, e eu, com minha auto-estima acredito que sou sempre verda-
deiro.

LA - Dos 42 livros que o senhor escreveu, qual seu favorito? 
FMM -Todos! Mas como dizem que o favorito é o mais recente, então
 é  "Minha História de Picos", pois que, de todos eles, é aquele que escrevi 
com mais amor: Foram 50 anos de amadurecimento, desde que saí de
minha terra. 

LA - O senhor conheceu, recentemente, quais autores famosos?
FMM - Conheci muitos. Lembro-me agora somente de duas escritoras: 
a poetisa Henriqueta Lisboa e a romancista Raquel de Queiroz. Nunca me
interessei em conhecer escritores, prefiro conhecer as obras, falam por si.

LA - Como atrair novos leitores?
FMM -Sair por aí falando com quem gosta de ler, frequentar reuniões literárias, 
escrevendo para os jornais, além de recitar poemas, falar sobre livros. Por isto 
me dizem que eu só sei falar de literatura. Engano, também entendo de história, de 
política, de memórias, de artes plásticas: Fiz um curso de "Crítico em Artes", 
na Universidade Federal da Bahia, a qual me diplomou.

LA - O senhor se considera pertencente a algum movimento literário Qual?
FMM - Depois dos movimentos modernistas, não há revoluções sobre poesia, 
prosa e  artes, parece que o tempo parou ali. Mas veio o "Movimento Concretista", 
que não pegou. Eu mesmo fiz alguns poemas concretos, mas não publiquei livros.

LA - É mais difícil escrever em poesia ou em prosa?
FMM - Poesia, para mim, é mais fácil. Mas não aconselho ninguém que queira
ser escritor a começar pela poesia. Ela é mais difícil do que a prosa.

LA - Quais seus próximos lançamentos? 
FMM - "Antologia dos poemas e poetas mais amados" - desde antes de 
Camões até Drummond. E depois, só Deus é quem sabe.

LA - Qual seu livro de cabeceira?
FMM - A Bíblia. Depois dela, todas as antologias de poemas que conheço.
Nas antologias lemos o melhor de cada autor.

LA - Qual o escritor que você mais admira?  
FMM -  Carlos Drummond de Andrade.

LA - O Piauí é fruto de inspiração para suas obras?
FMM - Sim. Todo poeta é primeiramente o poeta de sua aldeia, assim
disse Dostoiévski.

LA - Defina: como é ser um escritor piauiense?
FMM - Um escritor piauiense procura viajar por todo o Piauí, principalmente pelo
interior e conhecer as principais obras dos autores piauienses. Agora se
tornou fácil com a quantidade de obras publicadas pela Academia Piauiense de 
Letras.


domingo, 30 de setembro de 2018

Alguns haicais de Guilherme de Almeida

O PENSAMENTO

O ar. A folha. A fuga.
No lago, um círculo vago.
No rosto, uma ruga.

HORA DE TER SAUDADE

Houve aquele tempo...
(E agora, que a chuva chora,
ouve aquele tempo!)

INFÂNCIA

Um gosto de amora
comida com sol. A vida
chamava-se "Agora".

CIGARRA

Diamante. Vidraça.
Arisca, áspera asa risca
o ar. E brilha. E passa.

CONSOLO

A noite chorou
a bolha em que, sobre a folha,
o sol despertou.

CHUVA DE PRIMAVERA

Vê como se atraem
nos fios os pingos frios!
E juntam-se. E caem.

NOTURNO

Na cidade, a lua:
a jóia branca que bóia
na lama da rua.

OS ANDAIMES

Na gaiola cheia
(pedreiros e carpinteiros)
o dia gorjeia.

TRISTEZA

Por que estás assim,
violeta? Que borboleta
morreu no jardim?

PESCARIA

Cochilo. Na linha
eu ponho a isca de um sonho.
Pesco uma estrelinha.

JANEIRO

Jasmineiro em flor.
Ciranda o luar na varanda.
Cheiro de calor.

DE NOITE

Uma árvore nua
aponta o céu. Numa ponta
brota um fruto. A lua?

FRIO

Neblina? ou vidraça
que o quente alento da gente,
que olha a rua, embaça?

FESTA MÓVEL

Nós dois? - Não me lembro.
Quando era que a primavera
caía em setembro?



ROMANCE

E cruzam-se as linhas
no fino tear do destino.
Tuas mãos nas minhas.
____________
*Guilherme de Almeida, poeta paulista, estes haicais farão parte do livro "Antologia de poemas e poetas mais amados", organizada por Francisco Miguel de Moura, Teresina, Piauí.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

O INSÓLITO VÔO - E Tradução para o inglês

Maria Mécia Moura e Francisco Miguel de Moura

Teresinka Pereira

As metáforas te enchem de temas.
Não são palavras vãs,
porque se tomas o vinho
de teu próprio invento
o transformas em chuva
para aguar o árido deserto.

Além disso, usas
os jogos da infância
para assassinar a noite
com o medo, atormentando
uma sede muito barroca,
meio vanguardista
e uma catarse torcida
que desnuda em teus dedos
a atração de mil delícias
que não se podem tocar.

Mas eu não sei de nada:
sou bailarina sem música.
Minhas pupilas olham o monitor
e o noto cheio de perguntas
que não sabemos responder.
Um insólito vôo de pássaros líricos
parte da minha boca
e não chega a lugar nenhum.




IGNEOUS  FLIGHT

        Teresinka Pereira

Metaphors may fill you with themes.
They are not vain words
because if you take the wine
of your own invention, it will becomes rain
and water for the arid desert
of your soul.

Besides this you use again
the childhood games
to kill the night with fear
which torments like an avantgarde
baroque thirst or a twisted catharsis
stripping in your hands
the attraction of thousands pleasures
never touched before...

But I don't care for any of this:
I am a ballerina without music
My pupils look at the monitor
and all I see are questions
I do not know how to answer.
In an igneous flight
lyric birds take off from my mouth
and have no place to go.

.............................

Tetesinka Pereira a Presidente da IWA (International Writers and Artists), no Estados Unidos da América. Professsora, poeta, tradutora e crítica literária. Recebi a matéria por e-mail.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

INTERLAGOS – TROVAS - Para Solon


 Francisco Miguel de Moura

   1   
Solon tem uma fazenda
Onde estivemos um dia,
Depois do café, a agenda,
E ele próprio de guia.


Eu e ele (e a Mécia ia):
Um passeio de encomenda,
Em tão calma companhia,
Aos dois lagos e à fazenda.

Nunca vi tanta beleza!
Juntos a gente descia
A trilha, que por surpresa,
Ninguém cair não caía.

Água fresca para o banho:
Como a gente se extasia!
Oh! tempo bom sem tamanho,
Sol nascente, um belo dia!

Se houvesse tempo pro banho,
Oh! A gente banharia!
Assim mesmo, quanto ganho
Vendo a água que escorria.

Em dois, o lago se abria
E os peixes...  Quase um apanho
Com a mão, que já tremia
Ao o vento fresco tamanho!

Àgua limpa, sem arranho...
O morro ao longe extasia
E o cheiro da mata, o ganho
Que a fazenda oferecia. 

Descrevendo seu amanho,
Perguntei por sapo e jia,
Das que saltam e, em rebanho,
Cantam de noite e ou de dia?

- "Só na noite sem tamanho...
E os pássaros vêm de dia,
Eles cantam, com assanho,
Na madrugada mais fria.

Mais tarde vem o rebanho,
Todos cheios de alegria,
Buscando rações e amanho
Trazendo cantos de orgia".

Dias alegres... Que ganho!
Tão logo que rompe o dia,
Quando é noite, já me apanho
Em Jaicós, minha guia.

   2
Agora mudo de rima,
Pra mostrar o passadiço
Que a gente salta por cima.
Facas em cruz... É, por isso, 

O sinal de paz que anima
A gente... Não fico omisso...
Saltamos os três por cima,
Sem milagre nem feitiço.

Serviçal também havia
Para fazer seu serviço:
Uma porca que grunia
 E um cachorro nada omisso.

Na casa cobra não ia
Por causa do passadiço
E da cerca que o seguia,
Para não furar  o seu viço

Bastante perigo eu via,
Mas enfrentei sem feitiço
Vencendo o perigo, eu ia
Saltando em chão movediço...

De areia e pedra... Era isso
Que no outro lado havia.
Na volta, sem compromisso,
O mesmo salto eu fazia.

No salto pra dentro, ou isso,
Uma bela casa havia,
Casa limpa, por serviço
Do serviçal que o servia.
   3

Agora, pra terminar
Deixe-se a rima de lado:
Sua viola foi tocar
E nós ouvindo a seu lado.

Tomamos cerveja e vinho
Ouvindo o tom da poesia...
Não precisou de adivinho
Pra predizer a alegria.

Maior alegria a nossa,
Por tão poética poesia,
Alegre sem fazer mossa,
Olhou... Voltar quem queria?

O dia estava em metade,
Voltou-se... Era um euforia,
Para o almoço de verdade
Que ele mandava e servia.

Solon tem tão alta estima
Por fazer tudo o que faz...
Muito obrigado não rima
Mas nossa presença traz.

Agradecendo ao Solon
Com estes versos na mão,
Por tudo o que faz de bom
Por seu grande coração.

                  (FMM)
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*Francisco Miguel de  Moura, o autor, é poeta e prosador, mora em Teresina-Pi e é muito amigo do poeta José Solon de Sousa.

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