sexta-feira, 30 de março de 2018

PRÊMIOS NOBEL ATÉ 2014 - Dados colhidos por Francisco Miguel de Moura

Alice Munro

Prêmio Nobel 2013*


        Autora do livro "Felicidade Demais", a 13ª mulher a receber o prêmio desde 1901, a escritora canadense Alice Munro, 82 anos, ganhou nesta quinta-feira (10-10-2013) o prêmio Nobel de Literatura, atribuído pela Real Academia Sueca de Ciências. Definida pelo comitê como "mestre do conto contemporâneo", a Academia não conseguiu falar com Munro antes do anúncio oficial, como é de costume, e optou por deixar uma mensagem na caixa postal. Horas depois, em entrevista à imprensa canadense autora disse ter ficado surpresa com o Prêmio, que definiu como "maravilhoso". "Sabia que estava no páreo, sim, mas nunca pensei que ganharia."Munro tem obras traduzidas para mais de dez idiomas. No Brasil, foram publicados os livros "Ódio, amizade, namoro, amor, casamento" (2004), "Fugitiva" (2006), "Felicidade Demais" (2010) e "O Amor de Uma Boa Mulher" (2013). Para 2014, estão previstos os lançamentos de "Selected Stories", publicado originalmente em 1996, "The View of Castle Rock", de 2006, e o relançamento de "Ódio, amizade, namoro, amor, casamento". Munro também é conhecida pelo conto "The Bear Came Over the Mountain", publicado na revista norte-americana "The New Yorker", que em 2006 foi adaptado pela também canadense Sarah Polley para o cinema. "Longe Dela", escrito e dirigido por Polley e estrelado por Julie Christie, recebeu duas indicações ao Oscar.Antes do Nobel, Munro ganhou outros prêmios importantes como o Man Booker International Prize pelo conjunto da obra, o Commonwealth Writers’ Prize e o American National Book Critics Circle Award.Munro nasceu em 10 de julho de 1931 na província canadense de Ontario, onde se passam grande parte de seus contos. Sua mãe era professora e o pai, fazendeiro.Após terminar o colegial, começou a estudar Jornalismo e Inglês na Universidade de Western Ontario, mas abandonou a faculdade quando se casou com James Munro em 1951. O casal se mudou para Victoria, onde abriu uma livraria. Embora tenha começado a escrever na adolescência, Munro só publicou seu primeiro livro, "Dance of the Happy Shades", em 1968. A obra recebeu o Governor General's Awards, prêmio entregue pelo Conselho Canadense para as Artes. Sua coleção de contos mais recente é "Dear Life", de 2012. Após o anúncio do prêmio Nobel, livros de Alice Munro são alvo de grande procura em Estocolmo. "Suas histórias muitas vezes se passam em cidades pequenas, onde a luta por uma existência socialmente aceitável costuma resultar em relacionamentos estremecidos e conflitos morais - problemas que passam por diferenças de gerações e conflito de ambições", escreveu a Real Academia, em nota. "Seus textos costumam narrar eventos cotidianos, mas decisivos, como epifanias que iluminam a história ao redor e permitem que questões existenciais apareçam", completou. Munro, que vive em Clinton, perto do local onde nasceu, afirmou recentemente que pretende abandonar a escrita. Ela já havia feito comentário semelhante em 2006, antes da publicação de "Dear Life", mas, em entrevista ao jornal "The New York Times" em julho, ela garantiu que desta vez é verdade: "Pode apostar dinheiro nisso."
Este ano,  2014, o Nobel de Física foi para François Englert e Peter W. Higgs, por suas descobertas teóricas sobre como as partículas subatômicas adquirem massa; o de Química para Martin Karplus, Michael Levitt e Arieh Warshel, pesquisadores de modelos complexos; e o de Medicina para James E. Rothman, Randy W. Schekman e Thomas C. Südhof, por descobertas que ajudam a compreender o diabetes. O vencedor do Nobel da Paz, o único que é entregue fora de Estocolmo, será anunciado em Oslo, na Noruega, na sexta-feira (11-10). Três dias depois, a divulgação do ganhador em Economia encerrará a rodada de prêmios, que serão entregues no dia 10 de dezembro, data da morte do fundador do Prêmio, o sueco Alfred Nobel, químico, engenheiro e industrial, conhecido também pela invenção da dinamite.

                     LISTA DOS GANHADORES DO NOBEL DE LITERATURA

2012: Mo Yan (China) 

2011: Tomas Tranströmer (Suécia) 

2010: Mario Vargas Llosa (Peru) 

2009: Herta Müller (Alemanha) 

2008: Jean-Marie Gustave Le Clézio (França) 
2007: Doris Lessing (Inglaterra) 
2006: Orhan Pamuk (Turquia) 
2005: Harold Pinter (Inglaterra) 
2004: Elfriede Jelinek (Áustria) 
2003: John M. Coetzee (África do Sul) 
2002 : Imre Kertész (Hungria)

______________________
*Alice Munro - Dados colhidos por Francisco Miguel de Moura, nos diversos sites da internet, até 2014.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

CONHECER: CORPO E ALMA - Poeminha

Francisco Miguel de Moura
Poeta e prosador, mais de 40 
obras já editadas.




Tens segredos tantos
Difícil sabê-los,
Como os grãos de areia,
Ou os fios de cabelos.



Quanto mais te ris,
(Que lindos teus dentes!)
Não sei da verdade.
                                                       Será que tu mentes?

O sim é um minuto,
Enquanto me vês,
Enquanto sou chão...
E te olho outra vez.

Tão longe de mim,
Os raios se espalham
Por mais que os busque,
Me cegam, me falham.

Tenho-te nos braços,
E beijo teus beijos,
Vejo por teus olhos
Meus loucos desejos.

Ao sol ou à chuva,
Teu corpo conheço.
Da cabeça aos pés,
E o seio travesso.

Dos lisos cabelos
Sinto a seda, a cor
Pelo dia inteiro,
Já de noite... Oh dor!

Entre riso e lágrima,
Dormes: corpo inteiro,
As feições em calma,
Será verdadeiro?

Sei teu corpo louco,
Sinto mui prazer,
E me sinto pouco
Da alma não saber.
__________________________________________
*Francisco Miguel de Moura, poeta, ensaísta, cronista, contista e romancista, mora em Teresina-PI. Possui outros blogues: francisco miguel de moura e a bodega do camelô. 

sábado, 20 de janeiro de 2018

ANO NOVO - 2018

francisco miguel de moura*

Um poema de amor me amadurece
Para a colheita de novos sonhos,
Fruto do que sou diante de mim
Para o mundo que corre e se esfacela,
Pois sonhar é viver e conviver
E querer bem melhor, diante de si,
O amor de um coração que luz.

Ano Novo, sua graça é cada dia
Sem imitar nem esquecer passados
Dias nascituros do presente,
No tempo que nos impõe e não se acaba.
Ponha isto na sua árvore santa:

- Cabeça e peito, riso e cortesia,
O coração em taça ilimitada,
Dia a dia cantando sempre e sempre,
Amor e paz, em música e poesia.
*****
francisco miguel de moura, poeta e prosador, mora em teresina, nasceu e trabalhou em picos-pi, mas já residiu em outras cidades, trabalhando ou estudando: salvador, itambé e rio de janeiro.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

VIDA E SEXO -

Francisco Miguel de Moura*
e-mail: 
franciscomigueldemoura@gmail.com
               




O sexo é o único nexo
Com a vida e com a morte,
E é tão bonito esse amplexo
Que até me torna mais forte.

Seja ou não reconhecido
Por entidade oficial,
Apaga a dor do olvido...
O sexo é espiritual.

Perfeito se é com amor,
Espanta a dor e a tristeza;
Se alguém o vê com horror,
Desconhece a natureza.

Mulher tem mais sapiência,
Que uma fonte, que o mar,
Mas o homem põe a essência
Para Deus abençoar.

Não há coisa tão completa,
Doce na alma, paz no ar.
Seja de forma discreta
Ou como o casal se achar.

Por falar tão bem de sexo,
Tremo, é gostoso, é legal!
Só os tolos têm complexo,
Mesmo assim, nada por mal.

Se bem feito ou se mal feito,
A sua importância é tal
Que a consciência dá o jeito
De distinguir quanto val’.

Saúde, paz e alegria,
A alma leva aonde for... 
Se é incapaz, por que fia?

********
*Sou poeta e prosador, nasci no Piauí, mas tenho poemas editados no Brasil inteiro e no exterior


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

NEVOENTO - Poema no Natal

  Francisco Miguel de Moura*

Acordei tarde da manhã
O dia estava nevoento, nevoento...
Qual coisa me fará rir ou chorar?
Assanhado, me pergunto, me pergunto
E me respondo: Não sei.
Sorrir? Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Mesmo que ponha meu olhar num busto.
E, de momento, eis que
Me veio uma abelha zumbindo, voando...
E, de momento, acha de sentar-se em mim.
Arrepio e lágrimas correm a tanto custo.
Mas, somente, depois de meditar
As cinzas dos meus olhos se umedecem.
Ninguém viu nem verá.

____________________
     *Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro, mora no |Piauí, Teresina.



sexta-feira, 20 de outubro de 2017

PROFª. MARINALVA FREIRE DA SILVA – HOMENAGENS

Francisco Miguel de Moura, escritor
Membro da Academia Piauiense de Letras

Passou o Dia do Professor e eu não fiz nenhuma homenagem a esta classe tão valiosa quanto necessária ao país para progredir com a aprendizagem e a educação dos seus habitantes e no futuro possua cidadãos de bem. É preciso começar o aprendizado desde criança, em casa, depois na escola. Tenho dois filhos, os já ilustres professores Franklin Morais Moura e Fritz Morais Moura. Além disto, três irmãs professoras (Teresinha de Jesus Moura, Mariinha Josefa de Sousa e Helena Josefa de Sousa, a primeira já falecida). E como não lembrar meu pai - professor a vida inteira, Miguel Borges de Moura, conhecido por Prof. Miguel Guarani, e sobre quem escrevi o livro “Miguel Guarani – Mestre e o Violeiro”, que valeu uma grande e valiosa tese da Professora Cristiane Feitosa Pinheiro, da Universidade Federal do Piauí? Não esqueço também sobre mais dois filhos Laudemiro Miguel Morais Moura e Francisco Miguel de Moura Jr. Eles exercem outras profissões tão honrosas quanto a de professor: - O primeiro, formado em administração, é empresário na em Salvador-BA; o segundo é bancário, advogado e escritor (que, por modéstia, ainda não publicou livro).

Demorei a entrar no assunto do título, mas a partir de agora, a Professora Marinalva Freire da Silva, e o livro que foi editado em sua homenagem estão no palco. O livro é um “Perfil Biobibliográfico”(Ed. Ideia, João Pessoa, 2016) escrito por meu amigo e grande poeta de João Pessoa - PB, Luiz Fernandes da Silva, de parceria com seu colega Rafael Francisco Braz. Os dois autores conseguiram o propósito: um livro espetacular, que narra a trajetória dessa professora que fez uma importante obra e grande nome na Paraíba, em João Pessoa e em todo o Estado. Um resumo da luta da Professora Marinalva Freire da Silva pode ser sentido no pequeno trecho que, logo mais, vamos transcrever. O poeta Luiz Fernandes da Silva retrata-a: Uma pessoa que tomava decisões drásticas, quando perseguida, humilhada, porém com muito acerto. “Quando já professora da Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa (…) aconteceu que, para surpresa dos alunos e do Departamento de Letras (pela falta de compreensão e apoio do chefe do departamento, tendo chegado à função com o apoio dos alunos, foi humilhada e perseguida. Ela tinha excelentes projetos sobre o ensino de Espanhol, e um deles era implantar o mestrado com o apoio da Assessoria de Linguística da Embaixada da Espanha no Brasil. Depois disto, saiu tentou respirar noutro ar, sendo liberada para realizar seu pós-doutorado na USP onde até começou, mas o perseguidor atrapalhou seus planos, pois não liberou o documento que exigiu a USP. Com lágrimas, ela se desligou do pós-doutorado, pois só podia viajar nos finais de semana devendo estar na Universidade da Paraíba na segunda-feira, pela manhã, onde ministrava aulas de segunda a sexta feia” (…) Mas, sempre ao final de um pleito não alcançado, por causa de inveja ou outro sentimento egoísta, ela sempre repetia o ditado: “Perdi a batalha, mas não perdi a guerra”.

Uma batalhadora, como a maioria dos professores. Nascida em 1948, em 2011 resolveu aposentar-se. Eis um trecho do depoimento do Prof. Rafael Francisco Braz, no livro “Perfil Biobibliográfico de Marinalva – Uma trajetória admirável”:

“Sendo uma criança muito pobre, cresceu, aprendeu e usando toda sua boa vontade e inteligência, posso dizer que eram sempre interessantes, estimulantes e nos levavam a uma viagem por lugares que havia visitado ou onde residira na Espanha. Mulher admirável, pelo seu caráter humanitário, por sua personalidade.”

Nesta oportunidade, em sendo um artigo de homenagem aos professores, me permito citar aqui grandes professores do Piauí, alguns que eu conheci e outros que os cito pela tradição: A. Tito Filho, Pe. Florêncio, Pe. Raimundo José Airemorais Soares, Prof. Francisco Cunha e Silva, Prof. Raimundo Nonato Monteiro de Santana, Prof. Benjamin do Rego Monteiro Neto, Prof. Moacir Madeira Campos, Prof. Manoel Paulo Nunes, Profa. Cecília Mendes, Professores Camilo da Silveira, Celso Barros Coelho, Júlio Martins Vieira, Clemente Fortes, Lima Rebelo e Antônio Veríssimo de Castro (Tonhá). Preciso lembrar também o Prof. José dos Santos Fonseca (este de Picos). Atualmente, destaca-se em Teresina, o Prof. José Maria Vasconcelos, escritor de belos artigos, muitas crônicas e um livro de crítica sobre Assis Brasil.

Na Paraíba, também, há e houve muitos professores notáveis, mas com estamos tratando do “Perfil Biobibliografico da Profa. Marinalva...”, passamos refletir sobre a exuberância de conhecimentos e a inteligência dessa mulher que, vencendo todos os obstáculo conseguiu produzir, escrever e publicar a tese “Edição Crítica do Regimento Proueytoso contra a Pestenesça” (CD, 1991, espanhol, impresso em português, 2008). Diz Luiz Fernandes da Silva que o prefácio da obra coube à Profa. Dra. CRISTINA DE ASSIS, da UFPB, e acrescenta que a publicação da tese oferece uma excelente oportunidade para os alunos do Curso de Letras conhecerem de perto a forma quase sempre considerada mais nobre e mais autêntica de trabalhar com a Filologia: edição de textos. Que posso dizer mais? Que é uma bela edição, bonita capa mostrando apenas metade do rosto da Profa. Marinalva, com 166 págs. prefácio, posfácio e orelhas – estas do poeta Luiz Fernandes da Silva. Publicação impecável, vindo para enriquecer qualquer biblioteca onde consiga chegar.

Para terminar quero falar um pouquinho mais sobre a profissão de professor: - Essa profissão não é apenas profissão, é um sacerdócio. Meu filho, Prof. Fritz, me diz: “Professor não é uma profissão qualquer, ele faz todas as demais profissões. Com minha definição recente, encerro: O Professor é mais do que um transmissor de conhecimentos, ele é um profeta da sociedade, um transformador do Mal em Amor e Paz.

                                                                 ***

sábado, 16 de setembro de 2017

A COR IMPUREZA

Francisco Miguel de Moura*

se fecho os meus olhos
vejo o que não vejo.

se abro os ouvidos,
na pele me alevantam
todos os cabelos.

se apanho uma flor
do mato, no chão,
corroo o meu espírito.

meu mimo era ilusão,
ó minha cor pureza,
o mundo se fecha
na imaginação.

os céus não se levantam,
_______________

*Poeta do Brasil, membro da IWA (International Writers and Artists Association), com sede em Toledo, OH, Estados Unidos da América
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